Uncategorized

Ruas de Lisboa: a maior, a mais movimentada e a mais cara

Das quase 2500 ruas e avenidas de Lisboa, há algumas que têm (e com razão) a mania das grandezas. Mas qual é que é a maior, a mais movimentada e a mais cara da cidade?

Se também já fizeste essa pergunta, vais ficar a saber a resposta agora mesmo. Mas, antes de leres o nosso artigo, desafiamos-te a tentar descobrir a resposta certa. Será que consegues acertar?

A maior: Avenida Infante Dom Henrique

Com 12 quilómetros de comprimento, a Avenida Infante Dom Henrique é o maior arruamento da cidade, passando por 7 das 24 freguesias de Lisboa: Santa Maria Maior, São Vicente, Penha de França, Beato, Marvila, Olivais e Parque das Nações.

Vai desde a Praça do Comércio até à Praça José Queirós, em Moscavide, quase sempre junto ao rio Tejo, o que no passado lhe valeu o título de Avenida Marginal Oriental.

Quanto ao nome original, deve-o ao Infante D. Henrique, 5º filho de D. João I e D. Filipa de Lencastre, e figura incontornável dos Descobrimentos portugueses.

A mais movimentada: Avenida da Liberdade

Esta não é propriamente uma novidade, tantas são as pessoas que passam todos os dias pela Avenida da Liberdade. De acordo com um estudo da empresa de consultoria Controlplan (lançado em 2018), esta artéria é atravessada todos dias por quase 39 mil pessoas, ou seja, mais de 4.300 por hora (dados de outubro e novembro de 2017).

Este trabalho garantia que a Avenida da Liberdade era mesmo a rua mais movimentada do país, e não a Rua de Santa Catarina, no Porto, como outros estudos apontavam.

Aberta em 1886, a Avenida da Liberdade tem origem no antigo boulevard Passeio Público, iniciado em 1764.

A maia cara: Rua do Salitre

Há quem pense que a rua mais cara da cidade para comprar casa é a Avenida da Liberdade ou a Rua Garrett, no Chiado, mas esse título pertence mesmo à Rua do Salitre. Um estudo lançado pelo portal imobiliário Idealista diz que o preço médio pedido pelos proprietários está muito próximo dos três milhões de euros (2.820.312 euros).

Esta rua na freguesia de Santo António, que liga o Rato à Avenida da Liberdade, ganhou a atual denominação em 1665 e deve o nome às nitreiras (ou salitre) de extração de nitrato de potássio que existiam neste local no século XVI.

Igreja da Memória: da promessa de D. José I ao túmulo do Marquês de Pombal

A Igreja da Memória, oficialmente chamada de Igreja de Nossa Senhora do Livramento e São José, é uma das igrejas mais bonitas de Lisboa, mas também das mais desconhecidas.

Apesar de estar afastada das principais rotas turísticas, na Ajuda, vale bem a pena uma visita, não só pela sua elegante arquitetura, mas também pelas histórias e curiosidades que aquelas paredes guardam.

E estas começam logo no nome e no motivo da sua existência. Talvez nem saibas, mas foi mandada construir em 1760 pelo rei D. José I, como forma de agradecimento a Deus, por ter saído a saído de um atentado neste local.

Diziam as más línguas que vinha de casa de uma dama da Corte, pertencente à família dos Távoras, com quem tinha um caso amoroso secreto.

Quem se aproveitou do regicídio falhado foi o Marquês de Pombal, que acusou os cinco membros desta família de conspiração, todos condenados à morte.

Curiosamente, esta igreja em estilo neoclássico, contruída pelo italiano Giovanni Carlo Bibienna e dedicada a Nossa Senhora do Livramento, acabou por ficar associada para sempre ao Marquês de Pombal. Isto porque o túmulo do todo poderoso ministro de D. José I foi transferido para lá em 1923.

Morada: Largo da Memória, Lisboa

A Lisboa de Madonna

7 sítios que a rainha da pop elegeu

Poucos dias depois de elogiar “a magia de Lisboa”, a revista Vidas, do Correio da Manhã, garante que a cantora decidiu voltar aos Estados Unidos, aparentemente por sentir falta das rotinas antigas.

Seja ou não verdade, o certo é que a cantora sempre elogiou a capital portuguesa e, durante o ano e meio que passou por cá, foi partilhando nas redes sociais alguns dos seus locais preferidos na cidade. Queres saber quais são? Espreita a nossa lista.

Tejo Bar

Madonna gosta tanto deste pequeno bar de Alfama que, escreveu ela no Instagram, encontrou por lá inspiração para o próximo álbum. Já o visitou várias vezes, numa delas acompanhada pelo músico Dino D’Santiago e pela fadista Vânia Duarte. E também gostou de ouvir Mayra Andrade a cantar o tema “Bia Lulucha”, de Cesária Évora.

Há sempre uma surpresa no Tejo Bar em Alfama”, escreveu ela. Quem sabe se um dia vais lá e te surpreendes com a rainha do pop ao teu lado?

Panorâmico de Monsanto

Foi, provavelmente, um dos locais escolhidos por Madonna para o videoclip do próximo álbum, como deixa entender o vídeo que que publicou nas redes sociais, considerado uma espécie de aperitivo para o trabalho final. Na legenda escreveu Express Yourself……….Don’t Repress Yourself! Tão entusiasmada para partilhar a magia de Lisboa”.

As imagens mostram a cantora neste miradouro lisboeta, a dançar e a tocar um instrumento de percussão, onde também volta a aparecer ao lado de Dino D’Santiago.

Hotel Pestana Palace

Foi neste hotel de luxo, situado em Alcântara, que Madonna ficou alguns meses enquanto procurava casa em Lisboa. Como era de esperar, ficou na melhor suíte, que custa cerca de 2.000€ por noite, e onde também já dormiram Bill Clinton e Prince.

Decorada em estilo palaciano e com serviço de mordomo privado, ainda oferece um terraço de 33 metros quadrados com vista para o Tejo.

Palácio Ramalhete

Depois de muito procurar, foi aqui que Madonna escolheu viver em Lisboa. Este palácio da Rua das Janelas Verdes, em Santos, que antes funcionava como alojamento local, foi construído no século XVII e celebrizado por Eça de Queirós na obra “Os Maias”.

Atualmente tem 16 quartos, uma piscina interior aquecida e uma vista invejável para o Tejo.

Outros locais:

Foram vários os sítios em Lisboa onde Madonna foi com os filhos. Entre eles, destaca-se o Estádio da Luz, já que um dos motivos para a cantora viver em Portugal foi o facto do filho, David Banda, querer jogar nas camadas jovens do Benfica.

A rainha pop também visitou o Mosteiros dos Jerónimos e o Parque Eduardo VII com os filhos.

Uma moedinha a Santo António: a tradição que dá sorte ao amor

Provavelmente já ouviste dizer que o Santo António é casamenteiro, mas sabias que a estátua deste santo pode ajudar-te a conseguir ou a manter um grande amor?

Estramos a falar de uma tradição antiga, que a Câmara Municipal de Lisboa faz reviver nesta semana de São Valentim, mas que qualquer um pode continuar no resto do ano.

Diz a tradição que, quem atira uma moeda à estátua do Largo de Santo António da Sé (onde também está a igreja com o mesmo nome) irá ser feliz na sua relação ou encontrar um amor em breve.

Mas, para isso, é preciso que a moeda caia no livro que o Santo tem na mão.

Há mesmo quem diga que o número de tentativas corresponde ao número de anos que faltam para se concretizar o desejado. Ou seja, se só acertares à terceira, por exemplo, ainda vais ter de esperar outros tantos anos pelo amor total. E olha que não será fácil, porque o livro está bem lá no alto.

E tu, quando vais tentar a tua sorte?

Os edifícios mais altos de Lisboa

Lisboa está longe de ser Nova Iorque, Kuala Lumpur ou Xangai mas, à escala portuguesa, também tem os seus gingantes.

Há quem fique fascinado com as torres da cidade e quem as ache autênticos mamarrachos, mas o certo é que não deixam ninguém indiferente. Ora descobre os seis prédios mais altos da capital.

1 – Hotel Sana Myriad – Torre Vasco da Gama

A Torre Vasco da Gama foi construída por ocasião da Expo 98 e, em 2012 passou a acolher também o Hotel Sana Myriad.

Local: Parque das Nações
Altura: 145 metros

2 – Torre Monsanto, em Algés

Construído em 2001, o segundo prédio mais alto da região de Lisboa é um centro de escritórios situado em Miraflores, junto a Monsanto.

Local: Miraflores, Algés
Altura: 120 metros

3 – Torres de São Rafael e São Gabriel

Com uma arquitetura inspirada na elegância da proa de um barco, estas duas torres emblemáticas do Parque das Nações estão viradas para o Tejo. À noite, iluminam-se no topo. Cada uma tem 27 pisos acima do solo (mais 5 caves).

Local: Parque das Nações
Altura: 110 metros

4 – Hotel Sheraton

O hotel mais alto de Lisboa chegou a ser o prédio mais alto do país entre 1972 (ano em que foi construído) e o ano 2000, altura em que perdeu esse estatuto para as torres São Rafael e São Gabriel. Tem 369 quartos e um restaurante no topo.

Local: Picoas
Altura: 91 metros

 

5 – Twin Towers

Edifício com escritórios e habitação (cerca de 300 apartamentos) situado na Rua de Campolide, defronte para Monsanto.

Local: Campolide
Altura: 9O metros

6 – Hotel Corinthia

É o maior hotel (em número de quartos) e o segundo mais alto de Lisboa. Tem 518 quartos, distribuídos por 24 pisos.

Local: Campolide/Sete Rios
Altura: 83 metros.

 

Vem aí uma caminhada para (re)descobrir os cafés históricos de Lisboa

 

São anos e anos a servir cafés, a guardar segredos e a receber figuras emblemáticas, como Fernando Pessoa, Barbosa du Bocage ou até a Rainha de Inglaterra. Os encantos, tradições e curiosidade dos cafés históricos de Lisboa inspiraram uma caminhada pela cidade que tem muito para revelar.

Organizada pela Lynx Travel, está marcada para o dia 23 de fevereiro, às 12h30, e começa em pleno Rossio, junto à estátua de D. Pedro IV.

Daí, os participantes só têm de atravessar a estrada para descobrirem o Café Nicola, inaugurado em 1929, e autêntica segunda casa de Bocage, que tem direito a uma estátua no interior.

 

A poucos metros, há mais um espaço cheio de história(s), o Café Gelo, palco de muitas conspirações revolucionários contra a ditadura do Estado Novo.

Subindo o Chiado há outros dois espaços emblemáticos: a pastelaria Benard, que já serviu a Rainha de Inglaterra, e A Brasileira, café aberto em 1905 e local de eleição para Fernando Pessoa (daí a estátua do escritor junto à esplanada).

Segue-se uma passagem pelo histórico Martinho da Arcada, fundado em 1872 na Praça do Comércio e, por fim, uma visita ao interior da Confeitaria Nacional, aberta desde 1829. A Rota dos Cafés com História termina aqui mesmo com um café para todos os participantes.

 

Os melhores miradouros de Lisboa

Descobre os 10 pontos altos da cidade e deslumbra-te até onde a vista alcança

Lisboa é linda de todas as perspetivas mas, lá do alto, revela-se ainda mais graciosa e imponente. Escolher o melhor miradouro da cidade é impossível e também não nos atrevemos a eleger cinco, mas lá fizemos um top 10 (sem ordem específica) com o coração nas mãos.

Sim, nós sabemos que política, religião e miradouros não se discutem mas, seja como for, aqui fica o nosso roteiro. Estás à vontade para concordar, discordar, embirrar e, claro, dizeres de tua justiça.

Partilha a tua opinião no nosso Facebook e Instagram e, já agora, mostra-nos as fotos que tiraste nos teus miradouros favoritos. 📷 Click! Estes são os melhores cenários de Lisboa.

Miradouro de Nossa Senhora do Monte

Quem diz que é o melhor miradouro da cidade não deve andar muito longe da verdadeAs vistas do ponto mais alto de Lisboa são de cortar a respiração, com o castelo e o centro histórico em primeiro plano e, logo depois, o Tejo no horizonte. No local, existe uma capela do século XIII, dedicada à Senhora do Monte.

Miradouro das Portas do Sol

É um dos miradouros mais clássicos de Lisboa e a localização privilegiada, entre o Castelo de São Jorge e Alfama, torna-o também um dos mais procurados. É uma autêntica varanda sobre a zona histórica da cidade, feita de casario, céu e Tejo. A dois passos dali há outro miradouro imperdível, embora com vistas semelhantes: o Miradouro de Santa Luzia.

Miradouro de São Pedro de Alcântara

Situado no jardim do mesmo nome, junto ao ascensor da Glória e às portas do Bairro Alto, este miradouro oferece uma das panorâmicas mais belas e completas da cidade, defronte para o Castelo de São Jorge, mas também com a Baixa e o Tejo a aparecerem na fotografia. A esplanada, num ponto mais recolhido, convida a apreciar as vistas enquanto se toma uma bebida.

Miradouro da Graça

O nome oficial é Miradouro Sophia de Mello Breyner Andresen (a poetisa até tem direito a um busto no local), mas todos o conhecem por Miradouro da Graça. A igreja, a esplanada, as árvores frondosas e, claro, as espetaculares vistas para a cidade oferecem o enquadramento ideal para quem quiser admirar a cidade.

Miradouro do Castelo de São Jorge

Além de ser um símbolo histórico de Lisboa, o Castelo de São Jorge é, ao mesmo tempo, um dos melhores miradouros, ou não estivesse ele num dos pontos mais altos da cidade. Daqui avista-se grande parte da capital, com destaque para a zona histórica, mas também permite alcançar paragens mais distantes, como a Serra da Arrábida, que fica a mais de 40 quilómetros de Lisboa.

Panorâmico de Monsanto

pulmão verde de Lisboa acolhe (e esconde) um dos miradouros mais surpreendentes da capital. Fica num edifício misterioso que já serviu derestaurante, bingo, discoteca, armazém e local abandonado, antes de se tonar oficialmente num miradouro aberto a todos.

A última atração deste local é um mural de Vhils que homenageia a ativista brasileira Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro em março de 2018.

Miradouro do Arco da Rua Augusta

Aberto ao público desde o ano de 2013, este miradouro vale bem o preço que é preciso pagar à entrada. A subida faz-se por um elevador e mais dois lanços de escadas e, uma vez lá em cima, vais poder avistar a Praça do Comércio e o Tejo de um lado, a Rua Augusta do outro, e mais ao longe o castelo, a ponte 25 de Abril e a margem Sul do rio.

Amoreiras 360° Panoramic Views

A Torre 1 do Amoreiras Shopping Center recebe este espetacular miradouro panorâmico, situado a 174 metros de altura. Com vistas de 360°, permite ver Lisboa inteira (e mais além) a partir do centro da cidade. A zona história, os novos edifícios, o castelo, as colinas, o Tejo e muito mais, tudo parece caber neste ponto alto da capital.

Quando lá fores, não te esqueças de levar o telemóvel ou a máquina fotográfica porque qualquer imagem a partir daqui é sucesso garantido nas redes sociais.

Experiência Pilar 7

É um dos miradouros mais recentes da cidade, que convida os visitantes a terem uma perspetiva invulgar, a partir da Ponte 25 de Abril. Além do cenário que oferece, quase como se levitasses sobre Alcântara e o Tejo, também conta a história desta ponte através de uma experiência imersiva que te leva até aos espaços inacessíveis ao público. A entrada é paga.

 

 

 

 

Partilhar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *